Autor Tópico: Magia Estelar  (Lida 4297 vezes)

Dítol Maveg

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Magia Estelar
« Online: Dezembro 07, 2015, 09:31:19 pm »
MAGIA ESTELAR
Fonte: Earth, Air, Fire and Water, Scott Cunningham

Star light, star bright.
First star I’ve seen tonight
Wish I may, wish I might
Have this wish I wish tonight.


 Estávamos a quase 5000 pés de elevação em Laguna Mountains. Apesar de ser bem depois da meia noite, eu estava animado demais para conseguir dormir. Ao invés disso, eu olhei para o céu além dos pinheiros. “Em algum lugar ali em cima”, eu pensei, “mas onde?”.
 Finalmente, eu sabia! Não me pergunte como, mas eu sabia. Tinha uma estrela ali, mas essa era diferente das outras. Eu quase podia ver sua cauda.
 “Ei!”, eu disse aos meus companheiros bocejantes, “É aquilo ali!”.
 “É o quê?”, eles responderam em um exausto uníssono.
 “Bem ali! Eu vi! Aquele tem que ser o Cometa Halley!”
 Parece que eu posso lembrar deles gemendo. Afinal, nós estaríamos no Observatório do Monte Laguna, nessas mesmas montanhas, no inverno de 1985, mas o uso do telescópio tinha sido inexplicavelmente fechado naquela noite. Incapazes de poder avistar o cometa, nós deixamos o local e esperamos até que ele pudesse ser visto novamente na primavera.
 E lá estava eu, meses depois, pensando em poder avistar o Cometa Halley. E como aconteceu, eu avistei!
 Aquele borrão de luz embaçado e em forma de cone surgiu naquele emaranhado de estrelas. Tinha algo especial, algo mágico naquele sol ardente. Vê-lo me trouxe à memória minhas experiências de observações estelares naquelas mesmas montanhas, e da Magia que esses misteriosos pontos de luz podem oferecer.
 (A rima que usei ao iniciar este capítulo é conhecida pelos falantes da língua inglesa. Quando a aprendi na infância, eu sempre fazia meu pedido todas as noites para a primeira estrela que visse.)
 Longe das cidades, onde as luzes artificiais não obscurecem o céu, a visão das estrelas se torna clara e intensa. No deserto, no topo de uma montanha, ou no meio de uma planície solitária[O termo original era “lonely plain”, e o que melhor se adequava em português seria “planície deserta”, mas como o Scott já tinha citado o deserto, eu optei por este termo, para aqueles que ficaram confusos quanto à definição de uma planície solitária, rs] nós podemos olhar para a assustadoramente bela exposição que ocorre todas as noites. Foram em lugares como esses que nossos Ancestrais estudaram o céu salpicado de estrelas.
 Numa noite sem lua e nuvens, o céu praticamente explode com a multidão de estrelas. Piscando, brilhando ou enfraquecidas, elas se acomodam lá, espalhadas como diamantes num veludo negro. Enigmáticas, pequenas e espantosamente distantes, elas trazem brilho à nossa vida enquanto dormimos.
 Por muito tempo, mantivemos nosso olhar no chão, nas ruas ou em nossos aparelhos de televisão. Nossos “astros” hoje são humanos que ganham milhões de dólares, por aparição. Até mesmo nossos programas espaceais, que foram tremendamente populares nos anos 60 estão perdendo cada vez mais a atenção.
 Este capítulo não é uma discussão astrológica nem astronômica, é antecedente. É uma coleção de pequenas curiosidades em conhecimentos, rituais, meditações e práticas mágicas ligadas às estrelas. Apesar de algumas dessas serem extremamente antigas, passada através de gerações, muitas delas são de minha própria criação.

COMO PROCEDER

Esse tipo de Magia terrestre não requer tantas ferramentas, mas é preciso que os céus noturnos estejam sem nuvens. Se você mora na cidade, você pode desejar fazer expedições para o campo, desertos ou montanhas. Tais expedições fornecem oportunidades maravilhosas para engajar nessa Magia atemporal.
 Deixe-me simplificar: Quanto mais longe das luzes artificiais você estiver, mais estrelas vai ver. E quanto mais estrelas você ver, mais Magia vai poder fazer com elas. Contudo, se você na cidade ou perto dela, você ainda deveria poder ver as estrelas mais brilhantes da noite. Faça seu melhor.
 Se você se dispuser a fazer uma viagem para ver as estrelas, e o céu estiver nublado ou enevoado, aceite e realize outro tipo de Magia.
 Magia Estelar não é algo tangível. É impossível que seguremos o céu em nossas mãos(apesar de podermos, de fato, segurar um pequeno meteorito). Contudo, podemos usar as estrelas e suas energias para melhorar nossas vidas.

CONHECENDO OS CÉUS

 Quando você olha para o céu à noite, você consegue reconhecer alguma constelação? Que tal a Ursa Maior, a Ursa Menor, a Cassiopeia, as Plêiades ou Órion? Essas algumas que eu sempre reconheço. Se você também, continue estudando o céu noturno, expandindo o número de constelações que você reconhece.
 Se você sabe pouco sobre constelações, pegue um livro da biblioteca e estude, então vá para fora de noite. Tente achar, no mínimo, uma constelação que você possa reconhecer. (Livros sugeridos estão listados na Bibliografia.)
 Todas as vezes que você estiver fora à noite, ou mesmo olhando da sua janela, tente achar aquela constelação. Não vão ser no mesmo lugar, claro, pois as estrelas parecem girar num grande círculo ao redor do céu(a Terra, é claro, é o que, na verdade, está girando). Ainda assim, olhe e lembre-se dessa constelação. Considere-a como sua âncora para o espaço.
 Vários observatórios, parques e universidades    oferecem caminhadas e leituras que tratam sobre estrelas e constelações. A frequência à alguma dessas atividades é uma ótima introdução às estrelas. Uma vez que você tenha começado suas explorações através dos céus noturnos, siga o próximo passo.

ESTRELA DE PODER

É hora de escolher uma estrela em particular. Não precisa ser a mais brilhante do céu. Você nem sequer precisa saber o nome dela. Você pode escolher de forma aleatória. Melhor ainda, escolha uma situada perto de uma constelação que você conheça. Você tem que ser capaz de achar essa estrela sempre que precisar (isso limita a sua escolha de estrela “mais alta”. Aquelas que estão próximas ao horizonte desaparecem por meses.)
 Sua estrela de poder é só isso – um veículo físico de energia, embora imensamente distante. Estrelas não são, afinal, plantes; são sóis. Sóis são manifestações da força vital do Universo. Essa estrela é sua chave para o uso desse poder mágico.
 Escolha cuidadosamente uma estrela. Muitos escolhem Polaris, a “Estrela do Norte”, simplesmente porque está sempre visível nesse hemisfério.
 Não escolha uma estrela que não pisca ou brilha. Estrelas do tipo são, na verdade, planetas. Venus é geralmente confundida como uma estrela, pois brilha acima do horizonte.
 Então, agora que você escolheu uma estrela, o que você faz? Comece quietamente. Sente-se confortavelmente do lado de fora. Use roupas quentes, se necessário. Feche os olhos, respire profundamente por um momento e aquiete sua mente.
 Vire seu rosto para o céu. Abra seus olhos. Encontre sua estrela. Agora, olhe para ela. Apena olhe. Você pode já ter notado sua cor(algumas estrelas parecem serem borradas de azul, outras num tom avermelhado). Direcione sua atenção para a estrela. Não pense sobre, alinhe-se com ela.
 Pisque normalmente para evitar esforçar demais a vista[???]. Se você começar a focar em outras estrelas, gentilmente volte sua atenção para a estrela de poder. Mantenha a conexão por uns dois ou três minutos. Conforme você olha para a estrela, aceite a energia. Simplesmente abra-se recebendo seu poder. Sinta-o fluindo para si – forte, puro, fresco e ao mesmo tempo morno. Repita esse processo por diversas noites. Sua estrela de poder é sua chave para acessar o poder do céu.

Antes de realizar qualquer ritual contido neste capítulo, olhe para sua estrela de poder, sintonize-se com ela e, então, expanda sua consciência para incluir o céu brilhante acima de você e poder continuar com suas práticas.

BANIMENTO

Este ritual é desenvolvido para usar a energia das estrelas para absorver a negatividade. Use-o para se purificar de hábitos negativos, emoções mal resolvidas e outros problemas humanos “maravilhosos”.
 Sente-se do lado de fora de casa. Sintonize-se com sua estrela de poder. Visualize seu problema, visualize à si mesmo submergindo nele, alimentando a energia para que possa canalizá-la.
 Estique seus braços e coloque suas mãos juntas. Sinta seu problema fluindo dos seus braços até as suas mãos. Sinta que o problema não tem mais nenhuma conexão com você. Veja todo o problema e suas causas em suas mãos.
 Diga algo como essas palavras:

Blazing stars;
Fiery stars;
What was mine
is now yours.


Com um movimento forte e certeiro separe suas mãos e levante seus braços aos céus levando seu problema para as estrelas.
 Mande do seu corpo, mande freneticamente essa energia aos céus, onde as estrelas irão limpá-lo e transformá-lo.
 Repita, se necessário.

CASTELO DE ESTRELAS

 Quando estiver sozinho à noite, em circunstância perigosa, você pode criar um casulo de proteção ao seu redor com esse ritual. Pratique este ritual até que ele se torne natural para você. Então, quando for necessário, você saberá precisamente o que fazer. Mesmo se não houverem estrelas visíveis naquele momento, você só vai precisar lembrar da sensação e sua proteção começará a agir[Ou seja, crie um gatilho mental!].
 Fique em pé ao ar livre(você geralmente vai precisar de mais proteção quando em pé do que quando sentado ao ar livre).
 Alinhe-se à sua estrela de poder.
 Considere toda a paisagem das luzes acima de você. Abra seus braços como se fosse abraçar as estrelas. Veja seus poderes indo em sua direção, como pontos brilhantes de luz. Tome essa energia dentro do seu corpo de seu corpo. Agora, veja e sinta o poder estelar formando uma pulsante bola de luz na sua barriga. Expanda a energia até que possa senti-la saindo pela sua pele. Visualize essa energia criando metade de uma esfera de energia estelar ao seu redor.
 Mova as estrelas. Gire-as no sentindo horário ao redor do seu corpo, mais rápido, e cada vez mais rápido até que ela lhe cubra por completo. Diga essas, ou similares, palavras:

Star spin;
Star glow;
Star guard;
From all woe.
Protect me!
Protect me!
Protect me!

 Com prática, este ritual deve levar apenas alguns segundos para ser realizado.

Ponte Psíquica (Para Acordar Sua Intuição)

 Sente-se ao ar livre.
 Feche seus olhos.
 Respire profundamente.
 Relaxe. Desligue seus pensamentos duvidosos.
 Abra seus olhos.
 Alinhe-se com sua estrela de poder.
 Agora, com sua mente levada à passividade, olhe para o céu escurecido. (Alongue-se para evitar esforço no pescoço). Olhe para as estrelas. Não pense no que está fazendo, apenas faça.
 Escolha uma estrela(pode ou não ser sua estrela de poder). Olhe para ela, piscando normalmente, então lentamente comece com movimentos espirais para fora da estrela. Rapidamente, faça os movimentos espirais para dentro da estrela, de volta para onde começou.
 Continue com isso até que sua intuição tenha sido desperta. As respostas virão!

Scrying Estelar

 Sente-se ao ar livre.
 Feche seus olhos.
 Respire profundamente.
 Relaxe. Desligue seus pensamentos duvidosos.
 Abra seus olhos.
 Alinhe-se com sua estrela de poder.
 Agora, expanda sua consciência do vasto campo estelar acima. Deixe sua visão divagar naturalmente de uma parte do céu à outra. Reconheça constelações com que esteja familiarizado, mas vá à uma parte que você ainda não conheça.
 Gentilmente, mentalize sua pergunta!
 Olhe as estrelas como um vidente olharia uma bola de cristal. Um padrão está oculto ali! Nesse padrão – que só você pode encontrar – jaz a reposta para a sua pergunta. Uma constelação pode parecer brilhar mais intensamente que outra, ou só chamar a sua atenção.
 Uma vez que tenha encontrado, observe! As estrelas parecem formar um símbolo reconhecido? Um peixe, um tigela, uma praça? Se parece, pense no que isso representa pra você. Descubra a resposta que sua intuição está tentando te revelar através das estrelas.

BATERIA ESTELAR

 Essa técnica tem melhores resultados quando realizada numa noite em que a Lua não está visível no céu. O intento é de trazer o poder das estrelas para alguma objeto, mágico ou pessoal, inclusive jóias.
 Leve o objeto a ser carregado para o lado de fora.
 Sente-se confortavelmente. Alinhe-se com sua estrela de poder. Segure o objeto a ser carregado na sua mão receptiva. Eleve-o aos céus. Diga essas, ou similares, palavras:

Darkness!
Brightness!
Points of Light,
Dimming
Glowing.
Shining bright;
Shining down on me this night;
Bless me in my magic rite!


 Traga o poder das estrelas, visualize raios de cada estrela como um rápido, fino e brilhante feixe de luz branca. Os raios se unem e tornam uma única rajada que fluem para o objeto. Continue com o cântico:

O celestial, starry band:
Charge what I hold in my hand!
Lend it strength and energy;
Energy that I now see!
The power’s sent; the power’s free.
This is my will, so mote it be!

 Ao dizer as palavras “the power’s free”, redirecione o raio único de energia que estava interligando as estrelas de volta aos céus. As energias se separam e são reabsorvidas pelas estrelas das quais foram tiradas.
 Agora, enquanto o objeto pulsar com energia estelar, use sua visualização para programa-la  de acordo com suas necessidades. Imprima sua função: Proteção, prosperidade, amor, conforto, paz, força física, coragem, intuição – energia estelar pode ser usada para qualquer coisa.
 Recarregue o objeto em intervalos regulares, se desejado ou necessário.
 (Esse processo inteiro pode também ser realizado antes de qualquer ritual mágico. Ao invés de mover a energia para um objeto, puxe para si mesmo, através da sua mão receptiva.)

ESTRELAS CADENTES

 A imagem de uma estrela caindo pelo céu há muito tempo inspira os humanos. Há certo tempo, se pensava que eram as estrelas que caiam do céu. Atualmente, apesar de sabermos que são pequenos meteoritos queimando conforme entram na atmosfera do nosso planeta, ainda é muito atraente assistir à esse espetáculo.
 Milhares de meteoritos se queimam na nossa atmosfera todos os dias, então há uma grande chance de se poder ver um numa noite de céu limpo. Entretanto, chuvas de meteoros ocorrem com intervalos regulares. Procure no planetário local, museu de história natural ou faculdade por informações. [Hoje em dia temos o Google, né?]
 Existem muitos feitiços e rituais envolvendo a observação de meteoritos. Do folclore europeu, todos insistem que as palavras, ou ações recomendadas, terminem antes que a estrela desapareça. Aqui estão algumas sugestões, mais um novo feitiço moldado para propósitos similares:
 Para dinheiro, repita “Dinheiro, dinheiro, dinheiro!” antes que a estrela desapareça.
 Para remover cicatrizes, esfregue um pano branco sobre ela e deixe cair da sua mão.
 Apesar de estrelas cadentes serem especialmente boas para amantes, viajantes ou pessoas doentes, qualquer desejo feito enquanto o meteorito cai vai, supostamente, se tornar real.
 A dificuldade em preparar tais ritos: Nós raramente estamos preparados para contar, desejar ou esfregar quando um meteorito cai do céu repentinamente. Eu desenvolvi um método para isso, então:
 Esteja alerto à possibilidade de ver uma estrela cadente enquanto você estuda à noite. Então, quando ver uma, tente dizer essas palavras, ou similares:

Meteorite,
Charge my rite!


 Pratique a pronuncia dessas palavras até que consiga o fazer rapidamente, quando precisar. Mesmo se você não terminar o cântico antes que o rastro do meteorito desapareça, continue o ritual: Uma vez que você tenha dito o cântico, visualize firmemente sua necessidade.  Veja como se já tivesse se manifestado na sua vida. Lembre-se da visão da visão estrela cadente!
 Que as estrelas estejam em seu olhar!

OBS: Encantos mantidos em inglês por egrégora. Quem se sentir confortável em usá-los em português, sinta-se livre.
« Última modificação: Junho 03, 2016, 11:31:03 am por Dítol Maveg »

Dítol Maveg

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Re:Magia Estelar
« Resposta #1 Online: Dezembro 07, 2015, 09:36:02 pm »
{Em seguida, há o texto sobre as Constelações da Bruxaria, no Capítulo XX do livro "Os Pilares de Tubalcaim", dos autores Michael Howard e Nigel Jackson. Entre os colchetes "[...]" estarão alguns comentários da Nadia Bertolazzi, e em formato Itálico. A respeito do texto, ele é interessante para a compreensão da velha Bruxaria por várias informações dispostas, embora deve-se pontuar que a abordagem dos autores é bem eclética e com forte influência do moderno Cristianismo Gnóstico. Importante frisar que os autores usam o termo "bruxaria tradicional" como referência às Tradições à forma das Tradições Gardneriana, 'Cochraniana', Pickingill, e afins, não como sinônimo de "prática mágica", "magia popular", "arte de feitiços" ou "satanismo" como vemos aos montes na atualidade e que na real não tem nada a ver com a velha Bruxaria. O autor Nigel Jackson, ao que parece, confunde a "Caçada Selvagem", do norte europeu, com a Bruxaria nas Ilhas Britânicas (como descrevi no tópico da galeria do blogue: "Diferenças entre Feiticeiros, Curandeiros e Magos", está associada às práticas dos Feiticeiros, não exatamente das Bruxas). Ótima Leitura!}

Órion e o Grande Caçador

No século XIII, o escritor Saxo Gramaticus escreveu um relato sobre a vida e a era do príncipe Arnleth ou Hamlet da Dinamarca. Arnleth era uma variante de Arnlodi, o ser sobrenatural nos mitos nórdicos sobre a criação, cujo moinho mói as estrelas. Esse moinho [parece ser a Estrela Polar] ficava em uma ilha protegida por um grupo de mulheres gigantes chamadas As Nove Damas [parece ser a Coroa Boreal]. Arnleth, o pai, era chamado de Orvendell ou Earendell e foi descrito como o primeiro de todos os heróis a nascer. Earendell foi também um guerreiro e caçador que lutou contra os gigantes de gelo nórdicos, equivalentes aos Titãs. Ele era um amigo do deus do trovão Thor e um hábil arqueiro. Ele foi comparado com Wayland, o Ferreiro, Robin Hood e Órion, o caçador. O pai de Hamlet é uma figura um tanto quanto mítica, e dizia-se que ele tinha sido um ser humano que se transformou numa estrela. Essa é uma metáfora para o mortal atingindo o status divino ou união com o Deus.

Entretanto, o enredo se torna mais denso quando uma fonte anglo-saxônica descreve Earendell como o anjo mais brilhante, que foi enviado pelos homens pela Terra Média. Em alguns relatos, ele é descrito como a verdadeira refulgência (brilho ou iluminação) do sol que ilumina todos os dias para todo o sempre. Em eras anglo-saxônicas, ele foi associado a Vênus como a estrela da aurora ou estrela da manhã e ao arcanjo caído [segundo estes autores, encarnado. Ou seja, ele caiu na Terra, e não no Inferno.] Lúcifer.

Em um comentário obscuro sobre Earendell, I. Gollanz, em seu livro"Hamleth in Iceland" (1898), citado por de Santilla e von Dechend (1977: 36), parece sugerir que Vênus, em seu brilho pleno no céu, era a Estrela de Belém, e compara o Cristo criança com o deus Sol [por que será que isso me lembra Mitra?]. No passado, o viajante sempre celebrava o surgimento de Vênus antes da aurora porque era sinal de que o sol logo surgiria para um novo dia Earendell é a forma do arqueiro divino arquétipo, cujas representações terrestres incluíam heróis folclóricos, tais como William Tell. Na verdade, a história de Tell acertando uma maçã na cabeça de seu filho foi a princípio creditada a Earendell. [Não sei porque, mas isso está me lembrando que Diana acertou uma flecha na cabeça de Órion, que nadava lá pelo horizonte.].

Em um dos episódios mais famosos dos mitos de Robin Hood, ele compete disfarçado em um campeonato de arco-e-flecha. No cosmos, Earendell é associado à constelação de Órion e suas conexões Luciferianas. De Santilla e von Dechend chamam essa figura gigantesca de filho do Deus, o floresteiro e Grande Urso, todos nomes com conotações interessantes. Ele caça um búfalo ou um veado ao longo do caminho celestial da Via Láctea, que também é conhecida em mitos da Europa do Norte como Wodenwaeg ou Caminho de Woden. Earendell-Órion é o arqueiro que persegue seus animais totens pelo céu noturno. Adrian G. Gilbert o viu como outra forma de Herne, o Caçador, o deus bruxal que também está associado a Woden e Robin Hood. Nos contos folclóricos populares ingleses, Herne é um floresteiro a serviço real na floresta de Windsor.

Um dia, enquanto caçava com o rei, ele o salva do ataque de um veado ferido. Herne mata o animal, mas, ao fazer isso, sofre uma ferida mortal. Um mago que convenientemente passava por ali instruiu seus colegas a cortar os chifres do veado e colocá-los na cabeça de Herne. Ao fazerem isso, ele milagrosamente ressuscita dos mortos. [Puxa. Que xamânico.]. O rei recompensa Herne por ter salvado sua vida fazendo dele seu diretor-chefe. Infelizmente seus colegas ficaram com ciúmes, ou ele foi repreendido por caçar ilegalmente, e, mais tarde, um Herne deprimido se enforca em um carvalho atingido por um raio na floresta.

Daquele dia em diante, seu espírito com chifres assombra os arredores do carvalho com uma matilha de sabujos espectrais. Em muitas formas da Bruxaria tradicional, o Deus Chifrudo em seu aspecto de inverno é representado como o Senhor da Grande Caçada. Tanto a tradição folclórica inglesa quanto a alemã dizem que o líder da Grande Caçada é Woden ou Herne [às vezes ele tem uma líder feminina, chamada Diana ou Holda ou Berctha]. No interior desses países, ela é por vezes chamada de Caçada de Caim. [Segundo esses autores, o fundador da Bruxaria é o ferreiro Tubalcaim, às vezes chamado Tubalo, às vezes Caim, às vezes Hefestos.].

O ferreiro Hefesto, ou Vulcano, ou Tubalcaim
(na versão bíblica, ou Caim), o Fundador da Bruxaria.

Na mitologia greco-romana, Órion foi amado por Diana, a deusa lunar da caça. Todos os dias, o jovem caçador costumava percorrer a floresta com seu fiel cão Sírio logo atrás. Um dia ele encontrou um grupo de ninfas de Diana dançando alegremente em uma clareira da floresta. Elas eram, na verdade, filhas do Titã conhecido como Atlas. Órion imediatamente as perseguiu [que rapaz afoito], mas elas se embrenharam ainda mais para dentro da floresta e foram perseguidas pelo caçador de sangue quente. Em uma tentativa de escapar de seu cerco, as ninfas pediram o auxílio de sua senhora Diana. Elas foram instantaneamente transformadas em sete pombas brancas e voaram pelo céu. Elas se tornaram as sete estrelas da constelação de Plêiades.


Órion então se apaixonou por uma princesa mortal chamada Mérope. Seu pai consentiu o casamento deles, contanto que Órion realizasse um feito heróico para ganhar a mão dela. Órion, em vez disso, planejou abduzir Mérope e casar-se com ela em segredo. Quando seu plano foi frustrado, Órion foi cegado (como tradicionalmente foram Earendell, [São] Longuinho e Hodur, o assassino de Baldur) como punição e também perdeu sua futura noiva. Cego e impotente, Órion vagou de um lugar a outro esperando encontrar alguém que pudesse lhe devolver a visão. Um oráculo disse a ele para viajar para o leste e expor seus olhos ao sol nascente. Ele assim o fez e foi curado.

Em uma versão alternativa, a deusa da aurora Eos ou Eostre [esse não é um nome alemão?] se apaixonou pelo caçador cego. O irmão dela, Hélios-Apolo, restaurou sua visão. Em uma terceira versão, Órion perambulou na caverna de um cíclope, um dos membros dos Titãs, a raça de gigantes. Como disse o poeta Longfellow: "Ele procurou o ferreiro em sua forja. O cíclope disse a ele para escalar uma montanha e curar seus olhos vazios no sol nascente e sua visão seria então restaurada." Uma vez curado, Órion retornou para a floresta e sua vida de caçador. Ali ele conheceu Diana, e eles se apaixonaram. Para azar do casal devotado, Apolo tinha ciúmes de sua irmã [Alguém mais está pensando em Aradia, o Evangelho das Bruxas? Levante a mão.] e tramou assassinar Órion.

Em um incidente muito parecido com a morte de Baldur, Apolo convenceu Diana a demonstrar suas habilidades com o arco. Ele a desafiou a acertar um ponto negro muito distante boiando no mar. Diana atirou e percebeu tardiamente, quando a flecha atingiu o alvo, que o ponto negro era Órion que nadava. Diana jurou que seu amor jamais seria esquecido e colocou a alma de Órion entre as estrelas do céu. Ali ele continua a caçar com seus companheiros animais, uma lebre e dois cães de caça. São eles: a Cão Maior, contendo a estrela Sírio, e a Cão Menor, contendo Procyon. Na mitologia egípcia, Sut-har (Seth-Hórus) era associado a Órion e Sirius, representado por um cão e um lobo.

Gilbert (1996) também associa Órion com o poderoso rei caçador Nimrod, descendente dos Vigias [os Guardiães], construtor da cidade pioneira e da Torre de Babel. Ele foi descrito pelo demonologista católico Montague Summers como um bruxo gigante de grande força. Como Nimbroth ou Nebroh, ele foi adorado como um Deus pelos Amonitas. Na Idade Média, o grimório do papa Honório invoca Nambroth como poder demoníaco de Marte. Isso o relaciona com Samael, o governante angelical de Marte, Azrael-Azazel e, claro, Shemyaza, pendurado no portão estelar de Órion.

A constelação de Órion parece ter tido alguma importância para os antigos egípcios, se for possível acreditar nos autores modernos. Em 1994, Robert Bauval e Adrian Gilbert publicaram o resultado de sua recente pesquisa nas pirâmides e seus significados. Eles ligaram esses monumentos com Órion e o enterro dos faraós. De acordo com a teoria deles, as pirâmides foram construídas para formar um mapa de estrela na paisagem, refletindo o céu noturno acima. Não apenas isso, mas também em ritos funerais, a múmia do faraó era colocada em uma câmara dentro da pirâmide em posição de uma haste para o exterior alinhada com a constelação de Órion.

Um rito mágico era realizado para libertar a alma do rei para que ela pudesse tomar seu lugar como o Osíris renascido no portal estelar de Órion. Existe uma quantidade considerável de tradições estelares antigas, direta ou indiretamente, ligadas às tradições luciferianas. Por exemplo, a tradição da estrela cigana registrada por J. A. Vaillant em seu estudo "Les Roms" (Paris, 1857) descreve as constelações circumpolares como o Livro de Enoch ou Tro-Tehitio sideral original, o nome cigano para Hermes Trismegisto, de onde todos os destinos eram distribuídos para o mundo. Isso acontecia via matrizes planetárias zodiacais ou tipos celestiais de arcanos maiores do tarô.

Os informantes de Vaillant lhe disseram que o destino dispensado por essa roda de estrelas dispensava o destino das excursões da tribo de Rom. E. B. Trigg (1975) descreve que foi um ferreiro cigano que forjou os quatro pregos da crucificação. O quarto prego tornou-se tão quente que não pode ser removido da forja, e apenas três foram usados [então a Estrela Polar é o quarto prego]. Esse quarto prego foi a ruína dos Rom desde então, forçando-os a vagar pela Terra sem um lar, como o Judeu Errante, em uma tentativa de escapar de seu destino.

Os Rom também têm um relato sobre suas origens que diz que eles descendem da união incestuosa de Tubalcaim e Naamá ou Chem e Guin, o Sol e a Lua [e eu descendo dos Rom. Será que Tubalcaim foi meu avô?]. Um dos antigos títulos dos romanis era As Crianças de Caim. O monopólio cigano na metalurgia na Idade Média e possivelmente até seu comércio moderno como negociantes de sucata deriva desse mito de origem [a tribo dos Kalderash tem fama de fazer excelentes caldeirões de cobre]. As Crianças de Caim, ou povo do fogo, eram supostamente magos hereditários com poderes psíquicos, ferreiros e comerciantes de cavalos.

Essas categorias se encaixam com as ocupações favoritas dos ciganos por todos os tempos.Por trás desses mitos, está a crença Gnóstica sobre como o espírito puro desanda para o ciclo melancólico e fatigante da existência material na roda do renascimento sublunar [Geoffrey Hodson, teósofo, diz que Belzebu é o responsável pela roda do Samsara], constantemente tentando retornar ao seu reino estrelado. O mundo material é o reino do Tempo e do Destino sobre o qual o Prego Polar Celestial, a Estrela Polar, reina soberano e sereno sobre o destino. A estrela Alpha Polaris é a Estrela Central ou Umbigo do Céu. Como ponto metálico ou qutub, o athame ou espada, a Estrela Polar foi forjada por Tubalo, o deus do fogo dos ciganos que corresponde a Tubalcaim - do árabe Qyn, ou ponta de ferro (uma lanceta ou lança).

Esse arcano metálico da Estrela Polar pode estar ligado ao mistério egípcio de Bja ou os ossos de ferro meteóricos dos reis estrela envolvidos na transmutação do faraó morto em Osíris na constelação de Órion. (Bauval e Gilbert, 1994: 203-04) Seth também possui um esqueleto de ferro e, em um papiro mágico do século III de Alexandria, a cidde sagrada da tradição Hermética, ele é invocado com o "És o ponto central das estrelas do céu, você, Mestre Typhon." Typhon era o nome grego para Seth, mas também, estranhamente, um nome dado para sua mãe, a Deusa das Sete Estrelas (Ursa Maior ou o Grande Urso).O pólo celestial é o segredo por trás do simbolismo do castelo giratório de quatro lados da Deusa Bruxa. Ele gira eternamente no coração do céu e é o portal de entrada para Hiperbórea, ou a terra além do vento norte.

Para o iniciado nos Mistérios, Polaris é simbolicamente a ponta da espada, a cidade de Enoch, e Caim, a Estrela de Ferro, o Umbigo Celestial e a sutura estelar no domo em forma de crânio do céu, o portal de entrada para o Outro Mundo. Sobre o centro cósmico dos céus gira a constelação de Draco, o Dragão. Na Pérsia, era o dragão-serpente Azhdaha, identificado como a Serpente Negra da Luz, Azazil-Ebas, chefe dos Inri ou anjos caídos. A Grande Estrela-Dragão enrolada sobre uma árvore eixo dos mundos é emblemática da serpente da sabedoria enrolada sobre a cruz de Tau, o selo da Arte dos Sábios. A Grande Serpente, Draconis Azhdaha, é significantemente chamada também de Thyphonis Statio ou a Estação de Typhon ou Seth. No planisfério egípcio reproduzido em Oedipus Aegytiacus de Athanasius Kircher (1652), Typhon é mostrado como um dragão escamado escarlate e verde que é equiparado com o deus mais antigo. Esse esquema de cores verde e vermelho retrata a tradição Luciferiana.

Em alguns círculos da Bruxaria Tradicional, as constelações Ursa Maior (O Grande Urso) e Ursa Menor (O Pequeno Urso) são reverenciadas como os veículos siderais do Senhor e da Senhora, o Deus Bruxo e a Deusa Bruxa. Respectivamente, eles são designados como a Carruagem de Nosso Senhor [o de Chifres] e a Carruagem de Nossa Senhora [não é a Maria]. A Ursa Maior também é chamada de Carruagem de São Gabriel. É vista como ataúde estelar, que carrega os espíritos dos mortos. Ela tem conexões duradouras com o Senhor da Grande Caçada, cujos cães são chamados de taramelas de Gabriel (possivelmente relativo à catraca ou roda.).

No gnosticismo Persa-Judaico, a Ursa Maior é governada pelo touro demônio com chifres, Asmodeus, lorde da tempestade e da noite. Ele é o filho de Tubalcaim e Naamá [Vovô! ^_^], de acordo com a lenda, ou do rei Davi e Lilith, de acordo com outra. Menos conhecida é a tradição de Bruxaria de Lancashire ligando as estrelas da Grande Ursa com os Sete Assobiadores, os pássaros psicopompos espectrais cujos trinados noturnos misteriosos pressagiam a morte.

Tradicionalmente, acredita-se que eles encarnam os espíritos dos judeus que ajudaram na crucificação. A punição divina deles foi vagar como pássaros tristemente voando em círuclos pelo céi para sempre. A Ursa Maior é o veículo celestial da líder feminina da Grande Caçada no folclore e na tradição da Bruxaria. Ela é Holda, Herodias ou Diana-Ártemis, a Deusa Negra e a Grande Senhora da Bruxaria européia. Isso é confirmado pelo encantamento mágico helenístico para Aktos como a cadeira da Grande Caçadora. Esses sistemas estelares girando no céu alto são os veículos cósmicos dos Velhos Poderes [Antigos Poderosos?] de onde os mistérios Cainitas-Ofitos mais-que-humanos foram originalmente transmutados e a semente dos Velhos Deuses e Dos Grandes nasceu eras atrás.

As Plêiades ou Sete Irmãs são chamadas de Galinhas da Noite no folclore europeu. Elas são sagradas para a Dama Branca do Céu (a Deusa Bruxal) no seu aspecto sétuplo, como a chama de sete línguas do candil das virgens estelares. As Plêiades traçam o caminho elíptico ao longo do céu noturno feito pelo sol durante as horas matutinas. Magicamente, seus poderes são contidos, segundo Agrippa, para aumentar a luz dos olhos (possivelmente uma referência ao mito clássico de Órion), para congregar os espíritos, aumentar os ventos, revelar segredos e coisas ocultas. A Rainha Negra de Elfame, a mais sagrada para a Mãe de Rosto Negro, é a estrela gêmea Caput Algol - Al Ghul, em árabe, significa demônio. Ela está na constelação de Perseu, que representa o semblante maligno da górgona Medusa [em grego, a cabeça da Medusa na égide de Athena é gorgoneión, que é a mesma palavra para o rosto na Lua]. Ela é o aspecto triforme do cacho de serpentes da Deusa grega Hécate-Mormo adorada pelas antigas Bruxas da Tessália.

Essa deusa está ligada à face negra ou ao lado escuro da Lua, e ela protege os portões do mundo subterrâneo. Na demonologia judaica, Algol, um sistema estelar binário rotativo, é conhecido como a Cabeça de Satã e a Estrela de Lilith. O explorador vitoriano sir Richard Burton notou a associação dela com Lilith, a lâmia, o dakini do Hinduísmo, o utug caldeu e o gigim ou demônio do deserto. Agol [é Agol mesmo ou o cara queria dizer Algol e digitou errado?] é o bruxo estrela da bruxa, corujas grito, ou bruxos italianos [que tradução, minha santa Tana].

Os árabes o chamavam de demônio pestanejante, e Grant (1991: 262) usa numerologia oculta para ligar essa estrela com Melquisedeque e a Fraternidade Branca [a Fraternidade Branca surgiu no Egito, quando Tutmosis III, ainda com o trono nas mãos da tia, ou melhor, com o traseiro da tia Hatshepsut ainda ocupando o trono, quis ter algo pra fazer e reuniu um bando de amigos ocultistas, que se dedicavam a estudar Magia e usavam um... misterioso pó branco pra aumentar a Visão. É, eu também pensei nisso que você está pensando, mas lembrei que a coca é uma planta americana. Então, eu estava lendo uma revista de arqueologia e encontrei a seguinte informação: traços de nicotina e cocaína foram encontrados na múmia de um faraó. Conclusão...] As estrelas Typhonianas de Escorpião, por outro lado, são tradicionalmente a resisdência assombrada do espírito alado familiar noturno Aquila Nigrans, ou L'Aigle Noir, a Águia Negra Fênix Nox (noite).


Essa é a Águia Negra, um temmido emissário dos Grandes conhecido há tempos, nos mistérios da Bruxaria verdadeira, como Corbeau Noir. De igual importância é outro pássaro celestial, Vega Alpha Lyrae, conhecido como o Abutre Curvo. No Egito, essa estrela foi associada a Maat, a deusa da verdade e consorte de Toth. Espero que essas poucas páginas dos grimórios divinos da sabedoria estrelada antiga tenham iluminado ainda mais o tema mítico deste livro enquanto chegamos ao fim de nossa jornada.

Elas são outro exemplo da transmissão da história antiga da extração da sabedoria Gnóstica dos Céus para o benefício da humanidade em luta por aqueles que ousaram desafiar a ordem cósmica [alguém mais tá lembrando dos Exilados de Capela?] Isso daria a impresssão de que a Gnose ou o autoconhecimento continuam sendo um problema para os inimigos da verdade e os pais da mentira em nosso mundo moderno. Apenas recentemente o arcebispo de Canterbury, dr. George Carey, um homem supostamente bem-educado, condenou a obsessão moderna com a educação e a aquisição do conhecimento. Ele compara esse modismo com a heresia dos Gnósticos nos primeiros séculos do primeiro milênio cristão.


O Igrejismo em suas muitas formas híbridas sempre se opôs à educação das massas e ao autoconhecimento do sagrado e do espiritual. Qualquer coisa que remova o papel da classe sacerdotal como um intermediário entre a humanidade e o Divino ameaça o monopólio espiritual da religião vigente. Ao longo de vários séculos sangrentos desde tempos remotos, as três religiões do Oriente Médio do Livro tentaram alcançar este fim empregando a espada, o laço e o fogo. MIlhares e milhares de seus oponentes foram mortos para encobrir o maior encobrimento e conspiração da história do mundo.

Hoje, quando celebramos o terceiro e último milênio cristão [Amém.], chegou a hora de a verdade ser contada. Este livro e outros que virão são parte desse processo em andamento. A Luz brilhará uma vez mais na escuridão em que estava escondida por séculos e afastará as sombras da ignorância.

A Luz está na Escuridão e a Escuridão é a Luz.

Fonte: http://a-bruxaria.blogspot.com.br/2012/01/constelacoes-da-bruxaria.html