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Sistemas Mágicos e Oráculos / Re:Magia como linguagem e representação.
« Última Mensagem: por MurielMarinho Online Janeiro 02, 2018, 05:35:04 pm »
Eu sempre vi essas questões através da Teoria Geral dos Sistemas (e as teorias sistêmicas como um todo) que compreende exatamente isso que você fala no texto: sistemas diferentes possuem formas diferentes de funcionar e por isso não tem como tentar submeter um ao outro, mas existem diferentes formas de dialogar esses sistemas. Eu aprendi sobre a TGS numa matéria da faculdade sobre as Teorias Sistêmicas que se trata de abordagens da Psicologia para sistemas, principalmente sistemas familiares. A matéria em um certo momento acaba incorporando diferentes concepções porque a área em si é bastante extensa, então minha visão compreende mais essa mistura do que apenas a TGS em si. A principal contribuição da TGS para as teorias sistêmicas (e isso acaba sendo a base de outras teorias, por isso citei primeiramente a TGS) é a compreensão de que a interação difere um sistema de um aglomerado, então quanto menor for a interação, mais o sistema irá se parecer com um conjunto de formas independentes. Logo, o foco deixa de ser apenas as partes, mas a interação entre as partes. Existem vários conceitos que explicam o funcionamento do sistema como homeostase negativa e positiva, por exemplo. Trazendo isso para os sistemas mágicos seria compreender como os diferentes sistemas afetam um sistema mágico específico e o que pode ocorrer depois disso. Por exemplo, na homeostase negativa com o confronto das ideias o sistema sairia da sua zona de conforto, mas após a resolução da tensão ele voltaria para a mesma forma de funcionamento voltando ao equilíbrio, na verdade, o próprio sistema se autorregula dessa forma. Na homeostase positiva esse sistema, após entrar em contato com algo que o desequilibre, irá encontrar uma nova forma de funcionamento, ou seja, uma nova forma de retornar ao equilíbrio, mas sem retornar para o ponto de partida o que daria origem a um novo sistema chamado também de morfogênese, uma nova forma de funcionamento. Aplicando isso ao que você discorreu, homeostase positiva seria incorporar novas formas de falar a magia no seu sistema, na verdade, tudo isso se trata da capacidade de interação e tudo que envolve ela (como, quando, onde, porque, o quê). A outra contribuição para essas abordagens sistêmicas é a Cibernética. A cibernética teve diferentes "reformas" ao longo do tempo e a mais recente compreende três conceitos/pressupostos que para mim são essenciais para isso tudo que são a instabilidade, intersubjetividade e complexidade. A instabilidade é a ideia de que todo sistema é instável, ou seja, vai sofrer variações e ser afetado por diferentes variáveis, a intersubjetividade é a construção de uma realidade "comum" no sistema através do diálogo das diferentes subjetividades e por fim, a complexidade, é a compreensão de que coisas diferentes podem coexistir, ressaltando que complexidade difere de complicado pois complicado é algo difícil de entender, já a complexidade é a possibilidade de coisas contraditórias existirem num ambiente comum. Aplicando isso não só na magia, mas nas religiões como um todo, facilita a dialogar as diferentes realidades. Por exemplo: depois dessas teorias eu pude organizar melhor a existência do Deus cristão no meu sistema pessoal, eu entendi que ele existe, mas não no meu sistema. Pessoas cristãs sentem o seu Deus na sua vida, sentem os sinais dele e tudo que uma presença divina pode ocasionar na vida da pessoa, então eu não poderia anular isso apenas porque eu não sinto. A sistêmica ajuda a entender que o Deus cristão existe, mas não existe (complexidade=contradição). Ele existe em determinados sistemas, mas não para mim. Aplicando tudo isso na magia é igualmente útil. A TCS, por exemplo, é um sistema. Esse sistema tem práticas e crenças específicas (que na sistêmica é trabalhado enquanto paradigmas) que são frutos da intersubjetividade, ou seja, do diálogo das realidades individuais de cada membro, não é à toa que para estar na TCS você precisa necessariamente estar de acordo com as práticas e crenças da TCS, ou seja, dialogar e interagir com o sistema TCS. Mas ao mesmo tempo, a TCS não impede seus membros de dialogar com diferentes sistemas e isso por sua vez altera a TCS enquanto sistema de crenças e isso depende da flexibilidade das fronteiras, que é aquilo que possibilita a entrada e saída do sistema e eu particularmente considero as fronteiras da TCS flexíveis uma vez que ela permite que seus membros possam se relacionar com outros sistemas e vir, posteriormente, contribuir para o sistema TCS (instabilidade e intersubjetividade). Ao mesmo tempo, nem todo mundo da TCS divide as mesmas crenças ou a mesma visão sobre os diferentes assuntos, nem as mesmas práticas, podendo até mesmo existir crenças e práticas contraditórias, mas que não se anulam o que é por sua vez bastante complexo. Cada sistema sempre terá subsistemas que estarão constantemente interagindo. Então o que a TCS é enquanto um sistema de crenças não se resume apenas a soma das crenças dos membros, ou seja, o todo é maior que a soma da suas partes. A não-somatividade também é um conceito importante na abordagem sistêmica pois, aplicando isso no exemplo acima, ajuda a compreender que a TCS é influenciada por cada membro da tradição, mas só isso não faz a TCS uma vez que ela, enquanto um sistema, tem um funcionamento próprio. Entende o que eu quero dizer? É aquilo que eu disse que mesmo que você divida um sistema de crenças totalmente contraditório, para estar na TCS você precisa estar de acordo com ela, você pode afetar a TCS enquanto sistema, mas ao mesmo tempo precisa compreender e respeitar a forma como ela funciona. Não apenas a TGS, mas as abordagens sistêmicas como um todo oferecem uma compreensão bem mais dialógica do mundo, mas é claro que isso é a minha visão desse sistema hahaha. Enfim, acredito que se todo mundo compreendesse que podemos existir em contato com aquilo que não dialoga com a gente, ou ao menos aceitar que podemos dialogar com aquilo que achamos que não dialoga com a gente, podemos proporcionar uma existência mais rica e ética, de certa forma, pois compreender que cada sistema tem em si a sua própria realidade nos leva a não tentar forçar a nossa nos outros e consequentemente podemos estabelecer diferentes relações com tudo e todos. A TGS e a Cibernética foram desenvolvidas paralelamente e ganharam várias releituras (incluindo caminhos contrários), mas ambas visam a construção de uma ciência novo-paradigmática, dessa forma, buscam romper com a compreensão positivista do mundo, com a ideia de objetividade, simplicidade e estabilidade que alguns métodos científicos tradicionais oferecem. Como eu já vi várias vezes vocês da TCS falando, ciência e magia são coisas que não estão tão distantes assim, muito pelo contrário, citando um trecho de um texto sobre as teorias sistêmicas e que dialoga perfeitamente com o seu texto, "penso que o importante é não nos esquecermos de que, como seres humanos, podemos constituir e viver em domínios linguísticos diferentes, com diferentes critérios de validação das afirmações, sendo inclusive possível nos movermos de um domínio para o outro". A magia está nessa movimentação entre os diferentes domínios :)
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Sistemas Mágicos e Oráculos / Magia como linguagem e representação.
« Última Mensagem: por Agathos Online Janeiro 02, 2018, 02:31:44 pm »
Ao longo dos anos tenho visto um tipo de engano vindo de magistas com graus variados de experiência ao confundir a qualidade de seus sistemas de magia como sendo uma diferença de grau de poder. Basicamente, um entusiasta de um dado sistema acredita que seu modo de ver as coisas é *melhor* do que outro modo de um outro praticante ou de um outro sistema. Em muitos casos, magistas inexperientes, ignorantes ou mesmo desonestos afirmam categoricamente que um dado sistema de magia é ruim,  enquanto o seu próprio sistema seria melhor, o supra-sumo da experiência magística da humanidade.

Tolice, pessoas. Tolice. Quando está claro que um dado sistema é o melhor para si mesmo não há o que censurar; qualquer um é supostamente capaz de saber o que é melhor pra si mesmo. Minha crítica aqui vem da observação de que muitos magistas partem da suposição de que seu sistema seria melhor do que outros sistemas, praticados por outras pessoas que não são de seu grupo, e que esse sistema seria o melhor tbm para essas outras pessoas, se não fossem tão ignorantes/estupidos/mau-carater/[insira aqui sua ofensa derrogatoria favorita].

O grande problema é quando alguém toma seu sistema de magia pela realidade, obviamente é natural supor que toda realidade se curve as suas crenças. A rigor, isto ocorre quando o grau de dogmatismo por parte do magísta é maior que seu bom-senso ou ainda, maior que sua experiência com sistemas magísticos distintos. Ao ignorar as variantes que os conceitos mágicos podem oferecer e se fiar apenas em um único sistema, o magísta fica desarmado por sua ignorância. Ao ignorar uma faceta da realidade, o magista se submete a ela. E magia, caros, vive apenas em liberdade.

Um único sistema de magia não pode, sob nenhuma hipótese,  dar conta de todo o real. De fato, todos os sistemas de magia já produzidos tbm não dão conta de todo o real, mas mais conhecimento mágico diminui o que *não* sabemos sobre o real. Uma regra rígida é que o universo produz muito mais informação do que somos capazes de perceber. E continua produzindo muito mais informações do que seríamos capazes de perceber, sistematizar e conjugar isso de modo útil a qualquer tempo de nossas vidas. Sistemas de magia são, ao seu próprio modo, um jeito de sistematizar o real em mapas de realidade que permitem de modo simples e eficiente traduzir a complexidade da vida em conceitos palataveis e facilmente compreensíveis. Cabala, Astrologia, Tarot, I-Ching, Opelé-Ifá, Oghans, Runas, e tantos outros sistemas são capazes de trazer significado para a natureza e a vida humana, coisas que em si mesmas prescindem de significado, mas que segundo nossa experiência nos coloca em contato com algo além de nós mesmos.

Sistemas de magia são apenas mapas de realidade, um modo consensual de ordenar o mundo segundo um dado sistema de crenças. Por exemplo, quando pensamos em uma Sephirah (como Geburah, por exemplo) ou uma Runa, ou um Odú, estamos pesando em diversas categorias,  ideias, valores e conceitos que são a Sephirah, ou a Runa, ou o Odú. Mas ainda seguindo o exemplo, Geburah representa os aspectos severos de YHWH. Representa a Guerra. Representa um Rei em sua carruagem de guerra. Representa Marte. Representa todos os Deuses da Guerra. Representa.

A severidade de YHWH é mais completa e complexa que isso. A Guerra é mais complexa que isso. Todas essas imagens e Deuses são mais complexos que isso.

Assim, toda forma de representação comunica algo a alguém. Geburah comunica a Guerra. Quanto a nós, somos seres dotados de linguagem, seres que fazem uso da linguagem como parte das estratégias de sobrevivência e adaptação ao meio. Possuir linguagem é uma das qualidades fundamentais de nossa espécie. Evoluímos para dialogar com outras pessoas, com natureza, mesmo que ela não se importe com nossa opinião, com seres de outros planos, mas antes de tudo dialogamos com nós mesmos e nossos universos interiores. E esse diálogo depende do modo o qual estabelecemos essas categorias de compreensão do nos cerca. Num certo sentido, depende do modo o qual construímos nossa linguagem, como construímos nossas representações e como elas são eficazes em transmitir nossas ideias sobre o mundo.

Posto isso, uma das formas mais eficazes de se transmitir uma ideia é através da arte. Admiramos artistas e suas obras, e para além de qualquer consideração racional, e quando são grandes cada um deles transmite a força da linguagem de seu povo e sua época. A beleza da arte consiste, portanto, na capacidade de tornar atemporal aquilo que é fugaz. E é assim que a Magia funciona, guys... Magia é chamada de Ars Magna, a Arte Maior ou Grande Arte como o termo ficou consagrado em português.

Cada sistema de magia pode ser tratado de modo eficaz como uma linguagem, com palavras, símbolos e gramática próprias. É uma *literatura de símbolos*, onde cada feitiço é como um poema, cada encantamento é como um conto.  Quando um sistema de magia se estabelece, admiramos seus fundadores, exaltamos os textos que escreveram, debatemos exaustivamante seus conceitos, criamos egrégoras em torno disso e brigamos de modo eficaz com qualquer pessoa que nos julgue contrariamente ao sistema que escolhemos. Brigamos por nossa escola de magia do mesmo modo que brigamos por causa de times de futebol ou partidos políticos. Mas como eu já disse, é tolice. É como brigar orgulhosamente com alguém por falar uma - e em muitos casos, apenas uma - língua.

Soa ridículo quando colocamos desse modo, não é mesmo? Pois é. É ridículo mesmo.

Mas cada povo e cada época de acordo com o que sua cultura permitia, constituiu formas eficazes de transmitir aos universos interiores e exteriores seus sentimentos, ideias, necessidades. Dialogaram fazendo uso de valores, fé, filosofia e amor. E a cada vez que a eficácia se estabelecia nos resultados visíveis desse diálogo imortal, novas palavras eram adicionadas a este vocabulário e novos falantes nasciam para a Grande Arte.

Até aqui, conversamos sobre os aspectos visíveis da Grande Arte, aqueles que pertencem a cultura, aqueles que possuem uma semiótica própria e são passíveis de sistematização e acabam por desenvolver uma  gramática própria. Certamente magia não se resume a isso, mas o seu aspecto temporal passa por todos esses problemas, por mais distinto que seja de seu aspecto perene. O que precisa ficar claro é que são justamente os aspectos culturalnente orientados que tratam da magia que geram uma gama tão extensa de problemas e confusão: O que é mais correto? Traçar o circulo mágico ou fazer o RMP? Tem que fazer círculo quando faz magia rúnica? Minhas quizilas valem na Wicca? Tenho 13 anos, posso me auto-iniciar na Umbanda?

A resposta para cada uma dessas perguntas (todas as outras perguntas por vezes desconcertantes sobre magia) passa sempre pela gramática especifica de cada escola de magia. A beleza disso é que um indivíduo multi-lingue pode efetivamente dar respostas a problemas que suas línguagens originárias não seriam capazes de responder. Um Wiccano nascido no Texas ou em Belfast pode nunca saber na vida o que é uma Quizila, ou eventualmente ler esse assunto num livro de modo teórico. Em tempo, uma Quizila é um tipo de proibição ou tabú nascido de uma iniciação em uma religião como o Candomblé, nas mais diversas nações que se apresentam no Brasil. Para um praticante brasileiro de Wicca, o conceito pode ser estranhamente próximo. Alguém que tenha cumprido seus 7 anos de Candomblé, por exemplo, e decida se tornar Wiccano ainda está sujeito às suas obrigações, incluindo os tabús próprios das Quizilas. Temos aqui universos metais distintos, práticas distintas mas que para um praticante individual precisa encontrar uma gramática que seja funcional na sua relação com Deuses e Espíritos. Uma nova língua, numa nova gramática vai surgindo na medida que novas conversões forem estabelecidas com o tempo. E o que era uma tradução vira tradição.

Isso também mostra que novas formas de magia são como gírias, pidgins e dialetos em formação. Muito da crítica que se faz contrária a Wicca, pop Magick ou magia do caos por exemplo, nasce da suposição que seriam formas menores de magia, o que é falso, já que ela bebe das mesmas fontes de quem critica. Isso é apenas a versão pagã do velho preconceito linguístico, se levarmos minha ideia. Quem critica esquece que qualquer novato num sistema mais velho e coeso tbm tem dificuldades em apresentar resultados. A diferença mais substancial entre um sistema mais antigo, estruturado e com uma gramática mágica mais coesa e um sistema mais jovem é que justamente os sistema mais jovens têm melhores condições de oferecer um apelo mais adequado para magistas mais jovens, o que por sua vez sistemas mais antigos tendem a falhar miseravelmente. Com mais praticantes mais jovens, é natural pensar que um sistema nascente seja menos eficiente, quando na verdade o que está em jogo geralmente é a inexperiência dos jovens praticantes X outros sistemas de magia mais coesos. Esta é de fato uma comparação injusta, pois se fosse possível comparar, que sejam os "standards" mínimos esperados de um magista ocidental dentro de parâmetros semelhantes. Acredite, vocês se surpreenderiam com a quantidade de bons magistas nascidos de tradições "vira-latas".

Para concluir, não faz o menor sentido, portanto, quando critica-se a prática de outro bruxo por não usar a gramática correta, até porque não há gramática correta. O que deve ser medido é a eficácia em expressar corretamente o diálogo com os Deuses, espíritos e a natureza. E eficácia se mede pelos resultados reais na vida desse praticante. Qualquer coisa diferente disso é semelhante ao elitismo que se pratica quando supõe-se que uma gíria não é uma linguagem adequada para pessoas bem educadas. E nós sabemos que o que basta é que se entenda bem com os Deuses, os espíritos e a natureza toda que nos cerca, todos generosos e de ouvidos atentos às nossas preces, sejam em latim, sejam preces com transistores e histórias em quadrinhos.
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Chakras / Meditação para Equilibrar e Energizar os Chakras
« Última Mensagem: por Dítol Maveg Online Dezembro 03, 2017, 10:33:54 am »
Estabeleça-se confortavelmente, sentado ou deitado.

Sobre seu plexo solar, coloque suas mãos, uma de frente para outra, cada dedo tocando seu correspondente na outra mão, como se segurasse uma esfera. O mudra Dhyana é uma variação para este exercício.

Comece a focar na sua respiração. Sinta o ar entrando e saindo por suas narinas e seus pulmões, sinta o fluxo, o ritmo, e relaxe.

Quando seu padrão respiratório se estabelecer, inspire, e sinta sua energia se reunindo. Então, expire, e sinta a carga fluindo de sua mão direita para a esquerda. A energia percorre por todo seu braço até sua cabeça, ela desce pela sua coluna e se estabelece em sua base. Você sente claramente a energia ali. Novamente, com sua inspiração, a energia é colhida e, com a expiração, enviada. A nova carga mescla-se a última e você as sente formando um pilar energético, ainda pequeno. Você continua a construir esse pilar, cada ciclo respiratório, uma parcela de energia que é acrescentada, até que você sinta essa estrutura energética tocando o topo de sua cabeça.

Uma vez criada sua coluna de energia, foque no seu chakra do plexo solar. Agora, a cada inspiração, sinta que a energia flui a partir daquele ponto do seu corpo para sua mão esquerda, percorrendo todo seu braço até sua cabeça e, com sua expiração, a energia corre pelo braço direito até sua mão e é enviada de volta ao seu chakra do plexo solar. A energia que vc enviou se espalha ao longo de toda a estrutura energética criada, tocando todos os seus centros de poder. Continue circulando a energia pelo seu corpo observando seus pontos. Seu chakra básico, ele está grande demais ou pequeno demais? Seu brilho está moderado? Ele está girando na direção correta? E a velocidade? Ele está alinhado? Permita que a energia que o percorre ajuste todos os seus pontos de energia.

Quando sentir que todos os chakras estão devidamente equilibrados, devolva a última parcela de energia para o plexo solar e faça o processo reverso da construção do pilar energético. Com uma única inspiração, sinta toda a energia da estrutura junta e, ao expirar, espalhe-a de volta por todo seu corpo.

Dítol Maveg
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Encontro um@ brux@ em sua cidade! / Re:Santa Catarina
« Última Mensagem: por Cleiton Online Novembro 12, 2017, 11:45:11 pm »
Atualmente moro perto de Chapecó!
https://www.facebook.com/arqueo.cleiton
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Encontro um@ brux@ em sua cidade! / Re:São Paulo
« Última Mensagem: por Vitor Fighter Online Outubro 17, 2017, 06:18:53 am »
Olá, sou o Vitor.
Sou wiccaniano a três anos.
Moro em São Paulo, Zona Oeste.
Estou querendo encontrar outros bruxos para praticarmos juntos.
Meu Facebook: https://m.facebook.com/?_rdr
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Encontro um@ brux@ em sua cidade! / Re:Rio de Janeiro
« Última Mensagem: por Raio Morningstar Online Outubro 15, 2017, 06:40:56 pm »
Raio Morningstar, 24 anos. Moro no interior do Rj, em uma cidade chamada Cordeiro, próxima à Nova Friburgo.
Facebook: https://www.facebook.com/raiomorningstar
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Poções / Re:Poções
« Última Mensagem: por Dítol Maveg Online Outubro 11, 2017, 05:30:10 pm »
Um verso que eu achei super legal pra consagrar poções de cura:

Witch’s potion, I enchant thee
By intent and thrice told verse
Be a tool of magick for me
Work thy spell to heal and nurse
Witch’s potion, be now blessed
By the power of the universe
In the cauldron effervesce
Maladies and pain disperse
Harming none I now decree
This charm is done, so mote it be


Esse é para consagrar uma poção com qualquer intenção:

Herbal potion, cauldron brew
Now be charged with magick true
With intent I speak this charm
All be blessed an’ none be harmed
Ever minding the law of three
This is my will, so mote it be
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Magia Natural / A Magia de Ogham em Supernatural
« Última Mensagem: por Dítol Maveg Online Outubro 09, 2017, 06:16:58 pm »
A Magia de Ogham em Supernatural

 Meu primeiro interesse no Ogham foi através da série Supernatural, que já mostrou exemplos de feitiços utilizando o sistema algumas vezes. O Ogham, para aqueles que não estão familiarizados, se trata de um alfabeto originalmente composto por 20 letras chamadas de Fedas(fay-das). Posteriormente, foram inclusas mais 5 letras, Forfedas, combinações de letras comuns, para facilitar a comunicação devido a fonética irlandesa. Podendo também ser utilizado como oráculo, as Fedas, quando dispostas em uma linha, criam lindos padrões que podem ser utilizados para fazer Magia.
 Em um dos episódios do seriado, Lúcifer está tendo problemas com seu receptáculo e precisa de Magia para fortalece-lo. Veja, no universo de Supernatural, Lúcifer é um anjo, um ser espiritual, então ele precisa de um corpo humano forte suficiente, que consiga aguentar sua carga energética, para atuar no plano físico. Caso o receptáculo não seja adequado, a pessoa que ele possuiu começa a se desintegrar gradualmente. Gostando do corpo do astro do rock Rick Springfield, Lúcifer captura Rowena, uma bruxa escocesa, e a obriga a fazer um feitiço para tornar seu receptáculo mais forte.
 Na cena, a bruxa descreve que ela criou o feitiço na forma de um glifo, misturando Magia Celta(o Ogham) e O Livro dos Condenados(na série, se trata de um antigo grimório capaz de fazer e desfazer qualquer tipo de maldição). O símbolo contém as Forfedas e apenas uma Feda, Onn, sendo desenhado com as cinzas de uma Hawthorn(o Espinheiro Branco). Ao concluir o traçado, Rowena defuma o corpo de Lúcifer e ativa o encanto com a palavra “Festina”(latim, para “acelerar”).

 

 Ao contrário do que Lúcifer havia esperado, a bruxa se aproveitou do contato direto com o corpo acelerando a decomposição de seu receptáculo e banindo o anjo para o fundo do Oceano.
 O Espinheiro Branco, identificado no alfabeto como Huath, floresce em Maio, e, portanto, é uma árvore ligada ao Beltane, representando a Deusa em seu aspecto Virgem, pronta para se entregar ao Jovem Deus.  Huath, enquanto Ogham, no entanto, é traduzida como “a Terrível”, representando um desafio. O Deus deve mostrar seu valor e enfrentar os testes do Espinheiro para que possa conquistar a Deusa. Esta árvore é, então, uma árvore ligada à proteção feminina, especificamente, e por isso foi escolhida para compor o feitiço de Rowena.
 A Feda usada no feitiço, Onn, corresponde ao arbusto do Tojo, que apesar de suportar o calor, é altamente inflamável. Devido a semelhança física com outra Ogham, a Giesta(identificada como nGetal), que é ligada a limpeza espiritual/purificação, Onn é tido por alguns praticantes como uma forma mais incisiva de nGetal. Podemos dizer que enquanto a Giesta limpa, o Tojo destrói completamente como forma de se limpar. E por isso esta Feda foi usada para desintegrar o resto do corpo e banir Lúcifer. Os espinhos do Tojo o atribuem também propriedades de proteção, como o Espinheiro Branco. Qualquer espinho utilizado magicamente afim de proteger, de certa forma, isola o alvo atingido. Assim, estaria garantido o aprisionamento do anjo até que seu receptáculo terminasse de queimar, e também protegendo o feitiço de qualquer intervenção exterior.

 

Não trabalhando com as Forfeda, eu não sei exatamente a razão delas estarem presentes no feitiço. Arrisco dizer, no entanto, que elas tenham sido usadas como representações de algo menor, diminuindo também o poder angelical.
Podemos ver a Magia de Oghams ser utilizada uma segunda vez quando Dean fere gravemente um bruxo, e este usa seu sangue para desenhar seu feitiço numa árvore e ativá-lo com a palavra “Dearmad”(Irlandês, para “esqueça”). No episódio, pode se observar que este encantamento é uma maldição druida que faz crescer a amnésia, começando com pequenas memórias que se vão até o ponto de alguém esquecer como andar, falar e até mesmo respirar, acabando por morrer, enfim.


 
Na composição deste glifo, além das Forfedas, temos Muin, Ailm e nGetal.
Muin, por ser identificada como a Videira, é incluída no encanto devido a produção do vinho e a embriaguez, a loucura, um estado alterado de consciência. Além disso, a Videira é uma trepadeira e chamada por Morainn Mac Moin de “a de mais forte esforço”, representando a força espiritual de Muin de se entrelaçar e se espalhar, como a maldição, submetendo outro a sua vontade.
Ailm é identificada ao Pinheiro Escocês, uma árvore realmente alta. Por isso, é uma Ogham ligada a uma descoberta, uma nova visão/perspectiva. A ideia de Ailm é como se você usasse a árvore para ver as coisas mais claramente.
O esquecimento em si se dá através de nGetal, a Giesta, devido as propriedades de limpeza já citadas no outro glifo. É literalmente uma determinação mágica para que as memórias sejam limpas.
Combinando as três Oghams, poderíamos dizer que o feitiço seria como um comando mágico determinando: “que meu alvo tenha sua mente alterada, ganhando uma nova perspectiva, para que tudo seja uma nova descoberta, pois tudo é esquecido.”.

Dítol Maveg
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Magia Natural / Hexbags
« Última Mensagem: por Dítol Maveg Online Setembro 17, 2017, 05:26:15 pm »
Hexbags

Também conhecidas como mojobags, gris gris, spellbags, wanga, witch bags, patuá e tantos outros nomes em diferentes culturas e locais, esses objetos são nada mais que feitiços dentro de saquinhos ou trouxinhas de panos.
Apesar de bruxas, tradicionalmente, trazerem uma força do reino animal, do reino vegetal e do reino mineral, você pode encontrar variações de confecção ao longo de toda a história e do mundo. É comum diversos livros de Bruxaria atuais ensinarem formas de hexbags no qual apenas se use uma erva ou uma mistura delas. Igualmente, você compor um feitiço com essa técnica usando apenas partes de animais ou combinações de cristais. Alguns praticantes de Hoodoo seguem a regra de usarem apenas 3 ítens, um vegetal, um mineral e um objeto pessoal, para quem o mojo vai trabalhar. Outros compõem seus feitiços com no máximo 13 ítens, sem necessariamente considerarem a quantidade ou origem. Para alguns rootworkers, é importante manter um número ímpar de ítens, em especial 3, 7 ou 9. Pessoalmente, eu prefiro selecionar uma combinação de 3 ervas, 3 cristais ou pedras e 3 ítens diversos, adicionando um 10º ítem, um papel no qual eu determino exatamente como esse feitiço vai atuar para mim ou para a pessoa que eu criar.
Além dessas forças mágicas que podem ser aplicadas ao feitiço, também podemos colocar diversos objetos que, apesar de poderem ser classificados como provenientes de um desses reinos, carregam características específicas devido a egrégora que possuem. Uma agulha, por exemplo, apesar de ser feita de aço, um metal ligado a proteção, essencialmente, ela é de certa forma uma lâmina. Por outro lado, você tem apenas a força do aço ao utilizar um pedaço de corrente ou um anel do mesmo material.
Outra exemplificação que se encaixa bem são peças de resina que também podem ser adicionadas ao seu feitiço. Apesar de extraída do reino vegetal, a princípio, devido ao trabalho na produção de peças, ela não é mais útil para se trazer a energia de uma árvore. Elas funcionam muito bem, se preparadas magicamente, entretanto. Crânios de resina são comumente utilizadas para se trazer a energia de um ancestral, por exemplo, e hoje, com diversos modelos em miniatura disponíveis, incluir um crânio numa hexbag é uma opção que pode ser considerada facilmente.
Não apenas o recheio do seu feitiço deve ser considerado, mas também onde ele vai ser guardado, o seu saquinho ou pano. No Hoodoo, geralmente se usa flanela ou couro, com variação de cores de acordo com o seu intento, podendo também se considerar o seu usuário (alguns panos são utilizados, nesse sistema, apenas em feitiços que vão atuar para mulheres, por exemplo). Aqui no Brasil, alguns praticantes usam o pano de morim, facilmente encontrado em lojas de Umbanda, para se fazer os patuás. Dependendo da sua combinação de ítens, pode funcionar ou não, por ser um pano bem vazado. O seu saquinho pode ser pintado ou bordado com sigilos e palavras de poder para energizar seu feitiço, geralmente no interior para se atrair algo e no exterior para afastar algo.
Uma vez que você tenha escolhido o material do seu saquinho, decorado, preparado suas ervas, pedras e outros ítens, você vai precisar ativar o seu feitiço. Você pode fazer de uma forma simples como usar um óleo, uma oração ou uma palavra de poder até elaborar um complexo ritual de consagração. Duas técnicas características do Hoodoo são: embeber seu mojo em whisky, que é chamado de “água da vida" e determinar a função de seu feitiço; e segurar seu saquinho entre suas mãos enquanto se recita um salmo bíblico, pois diferentes passagens da Bíblia tem funções mágicas que podem ser aplicadas.
Hexbags podem ser simples como colocar raiz de alcaçuz num saquinho vermelho e consagrar com a luz da lua cheia para atrair um novo amor, ou altamente elaboradas com processo de confecção de uma lunação, envolvendo os reinos vegetal, animal e mineral. Dê ouvidos ao que você precisa e deixe que sua intuição o guie no seu processo, deixe que chegue até você o quê, quando e como você deve fazer.

Exemplo de Hexbag de Banimento - numa lua minguante, coloque o nome de alguém dentro de um saquinho preto com tomilho, uma ônix e unhas de cachorro, devidamente preparados. Na parte de fora, pinte um pentagrama de banimento. Enterre numa encruzilhada e trace novamente o pentagrama, sobre a Terra, enquanto diz “Abite”(latim: “Saia!”. Fonética: "ah-bee-tay")

Dítol Maveg
Sacerdote Wiccaniano
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Proteção Mágica / Como quebro uma amarração?
« Última Mensagem: por Victor Online Setembro 14, 2017, 10:43:41 pm »
Fui vítima de uma amarração por parte de uma "ex", até ai, tenho auto controle, mesmo que eu esteja apaixonado a ponto de literalmente sonhar  com ela quase todas as semanas, eu simplesmente deletei toda forma de contato com ela e não poderia ir atrás dela, nem se quisesse, pois sempre penso no que é melhor pra mim, ela pode até controlar meus sentimentos, mas não sou do tipo impulsivo e inconsequente. Ela jamais conseguira controlar minhas ações, principalmente porque medito todos os dias, treino diariamente, não bebo e tenho um bom auto controle, mas infelizmente não sou de aço. Quando passo por momentos difíceis, fico meio abalado e são nestes momentos que os pensamentos com ela e sonhos com ela se tornam extremamente frequentes.

Já estou com outra mulher e aconteceu o seguinte. Eu disse o nome de minha ex enquanto estava dormindo e minha ex escutou... Agora a atual esta tensa e nem quer mais falar comigo. Eu irei esperar uns dias e irei pensar no que eu faço ainda.
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