Ostara

“Há muito tempo, jovem era a Deusa
Ostara era seu nome, formosa era a Natureza.
Suas folhas, cores, cheiros e sabores
Deixavam a Terra cheia de alegria
Ostara caminhava coberta de flores
Cercada de animais em perfeita harmonia.

Um dia, olhando para a Lua, saudades sentiu
E livre como toda Donzela, partiu…
No dia seguinte, tudo era triste
As flores murcharam e os animais choraram
De todos, a Lebre foi a que mais sentiu
E todas as noites olhava para o céu
Em busca de sua Senhora que não mais viu.

A angústia aumentava, a saudade crescia
Por mais que procurasse, nada acontecia.
Em seu desespero subiu a mais alta colina
Ouviu os lobos uivarem para a Lua menina.
Então a Lebre pensou que se todos assim chamassem,
Ostara ouviria e talvez voltasse.

Então ela se empenhou a aprender a uivar.
Conseguiu, depois de muito tentar
E chamou a todos para ajudar.
Ostara acordou e se encheu de emoção
Pelo esforço e amor daquela nova canção.

Naquela noite, ela retornou
As cores voltaram, o tempo esquentou
As flores brotaram, ninguém mais chorou
A Lebre em seus braços Ostara envolveu
Pelo seu carinho, a Deusa concedeu
O desejo que a Lebre escolheu.

Ela queria que fosse mais fácil lhe chamar
Sem que para isso precisasse uivar.
Foi assim que a Senhora o dom lhe deu
De em um pássaro se transformar
E quando fosse tempo de despertar
A Lebre voltaria para lhe buscar.

Os ovos sagrados ela guardaria
E sua mensagem ensinaria
E deste momento até então,
A Lebre distribui os ovos de Ostara,
Como recompensa de Amor e dedicação.”

Autoria: Aileen Daw, Coill, Aodhan, Hannah (e talvez mais pessoas que eu não lembro!)