Magick Wardens

Eu estou lendo uma série de livros chamada Weather Wardes. São romances de urban fantasy, meu estilo preferido que mistura magia com o mundo de hoje. Normalmente a ação se desenvolve em nossas cidades, que nas realidades criadas nos livros, estão povoadas de todos os tipos de seres fantásticos que conhecemos e mais alguns.

Bem, mas voltando aos Weather Warden, esta série é sobre pessoas com o poder de controlar os elementos. Eles podem ser de 3 tipos: uns controlam o ar e a água (que são considerados um único elemento, o clima), uns controlam o fogo e uns controlam a terra. Ocasionalmente surge alguém que consegue controlar mais de um elemento, mas isso é raro.

O que torna a série mais interessante é que os Wardens podem possuir Djins, que os auxiliam no uso de seus poderes. E o que eles fazem com esses poderes? Eles protegem os seres humanos dos excessos da Mãe Terra, tempestades, furacões, incêndios, etc.

Eles se consideravam uma força do bem, protetores da humanidade. Mas infelizmente, o poder corrompe, e muitos deles foram corrompidos. Uma das formas de corrupção é que eles acreditam que possuem o direito de manter os Djins escravizados. E ao invés de usá-los apenas para cuidar do mundo, eles começaram a abusar do poder dos Djins, usando-os como escravos em todos os sentidos.

Junto com isso, a Mãe Terra, que normalmente está em estado dormente, começa a acordar e resolve fazer uma limpeza, livrando-se dos parasitas que a infestam: os humanos. E quando a Mãe acorda, os Djins são dela e só ela os controla.

No meio disso tudo surge uma nova organização formada por humanos e Djins trabalhando em parceria, a Ma’at, cujo objetivo é equilibrar as coisas, equilibrar o que foi desequilibrado no planeta e nas relações entre humanos, Djins e a Mãe Terra.

São 8 livros escritos até agora, e estamos aguardando o nono.

Ler estes livros me fez pensar ainda mais sobre o que nós, bruxos e magos estamos fazendo pelo bem do mundo com nossa magia. Todos os dias eu leio sobre os conflitos entre os grupos, todos os dias eu leio críticas de um grupo ao outro. Nós criamos a IBWB e o que mais recebemos nesses últimos meses foram críticas. Outros criaram suas próprias igrejas e conselhos e as criticas choveram neles também. As próprias igrejas e conselhos ficam criticando uns aos outros. E enquanto isso nosso país chafurda em corrupção.

Na cidade do Rio de Janeiro, grupos mágicos travam guerras intermináveis. E enquanto eles brigam entre si, a cidade afunda cada vez mais em violência e crime.

O que todos esses bruxos, magos, druidas e outras classificações não percebem é que todos nós, independente de nossas crenças, temos algo em comum: fazemos magia. E poderíamos estar usando esta magia para melhorar o mundo ao nosso redor ao invés de usá-la em brigas e disputas.

Quantos de vocês, praticantes de magia, já se deram ao trabalho de purificar o local onde realizam seus rituais depois dos rituais terem terminado? Quantos de vocês já se deram ao trabalho de harmonizar as energias mágicas de sua casa, de sua rua, de sua vizinhança, de sua cidade.

A magia vem da vida, vem da energia vital de todos os seres vivos. E a magia tem o poder de transformar a realidade. Somos todos parte da Teia da Vida. E como praticantes de magia, somos aqueles que podem tecê-la, que podem moldá-la, que podem alterá-la. Nós podemos tecer um mundo melhor para nós, aqui e agora.

Se ao menos pudéssemos por um dia apenas, esquecer nossas diferenças e trabalhar todos juntos em prol de algo maior. Em prol de nossa Mãe Terra.

Antes que ela acorde de seu sono e descubra que estará melhor sem nós.

Vida, prosperidade e saúde,

Naelyan

2 thoughts on “Magick Wardens”

  1. Assino embaixo do que você disse sobre brigar menos e trabalhar mais, Naelyan. Me fez me lembrar de um ato muito simples e bonito que alguns orientais praticam: O Ritual de Gratidão, que nada mais é do que organizar um grupo, ir até um parque ou uma praça da cidade, que esteja suja ou mal cuidada, e fazer o trabalho – tirar o lixo, carpir, semear flores… se os pagãos brasileiros fossem tão engajados em praticar o Ritual de Gratidão como o são em tecer críticas uns aos outros, apesar dos pesares, teríamos locais mais bonitos e conservados… e quem sabe essa “batalha de popularidade” não acabasse cedendo espaço para a melhoria das nossas cidades, nossos estados, nosso país?
    Bençãos e Prosperidade.