Reflexões do fim da roda

Hoje é o último dia completo da roda. Amanhã celebraremos nossos ancestrais e nossa nova roda. Vim para o trabalho hoje ao som das músicas do Reclaiming. Sinto falta de celebrar com um monte de gente, 100, 200 pessoas. Sinto falta de poder participar do ritual sem ter nenhuma função a cumprir, nenhuma obrigação a não ser celebrar os Deuses. Sinto falta de celebrar os Deuses, pura e simplesmente.

Em algum ponto de nossa jornada nos perdemos em conflitos políticos, deixamos de ver o que realmente importa para ver o que fulano ou beltrano está fazendo. Deixamos de nos preocupar com os Deuses para nos preocupar em criticar o que o grupo tal está fazendo. Deixamos de celebrar juntos porque nossos egos não permitem que estejamos todos juntos no mesmo lugar. Nem mesmo pelos Deuses.

Onde foi parar aquele prazer de ir para os rituais, de celebrar a roda? Onde foi parar aquela inocência, aquela crença de que seríamos capazes de fazer diferente, de fazer a diferença? Onde foi parar o Perfeito Amor e Perfeita confiança? Onde foi parar o prazer de ensinar, de treinar?

Onde foi parar a vontade de começar de novo?

Naelyan


2 thoughts on “Reflexões do fim da roda”

  1. O prazer de ir para os rituais, o Perfeito Amor e Perfeita Confiança eu tenho. A vontade de começar de novo também. É muito triste que não tenhamos mais esses rituais cheios de gente, verdade… mas será que não tem nenhuma possibilidade de fazermos isso de novo?

    Beijos!

  2. Nunca Celebrei com muitas pessoas, para mim isso ainda é um sonho. Naelyan, Aileen posso estar sendo tolo que digo, mas certa vez li que um sonho que se sonha só, é apenas um sonho, mas um sonho que se sonha junto com outros pode se tornar uma realizade. Não sei quais nem as proporções dos impencilhos que dificultam essa realização por isso não posso mentir dizendo que acredito que seja possivel.

    Abraços bjos.